Sua diretriz principal de gerenciamento é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS – UEPG

Tem origem em atividades domésticas urbanas, estão presentes no ambiente universitário devido a permanência de pessoas e podem ser classificados em:

Recicláveis

Materiais com potencial para retornar à cadeia produtiva na forma de matéria-prima, de modo que sua reinserção seja economicamente viável e atrativa para a indústria. Esse tipo de resíduo é comumente subdividido em quatro categorias: papel, plástico, vidro e metal, porém o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos da cidade de Ponta Grossa inclui ainda outras categorias menos comuns como: isopor, tecidos, madeira, couro e borracha, que devido a aplicação de novas tecnologias conseguem retornar ao estado de matéria-prima de maneira lucrativa.

O Decreto Estadual Nº 4167 de 20/01/2019 dispõe sobre a obrigatoriedade da administração pública estadual de separar os resíduos recicláveis e destina-los à associações e cooperativas de catadores devidamente cadastradas. Também dispões sobre a constituíção da Comissão para a Coleta Seletiva Solidária que deve ser responsável pelas políticas e ações nesse sentido.

Resíduos com potencial para reciclagem ocorrem em todos os ambientes da universidade, nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e apoio representando 26,92% em massa do total gerado.

Os resíduos são dispostos em sacos pretos Classe I, de 50 e 100 litros com capacidade para 10 e 20 kg respectivamente, de acordo com a NBR 9191/2008. Caixas de papelão são encaminhadas ao Armazenamento Externo sem acondicionamento.

Os recicláveis segregados são armazenados em PEVs (caçambas metálicas com tampa, sinalizadas para recicláveis, porém sem a separação entre os tipos de recicláveis), existem 3 PEVs no campus Uvaranas e 2 no campus Centro, em alguns blocos do campus Uvaranas os recicláveis são armazenados a céu aberto devido a distância do PEV.

No campus Uvaranas a maioria dos resíduos recicláveis são coletados por catadores independentes não cadastrados, já o campus Centro o transporte externo é feito pelo caminhão do programa de coleta seletiva da prefeitura de Ponta Grossa. 

Orgânicos 

Os resíduos orgânicos possuem, como características principais, a rápida degradação, umidade e teor de nutrientes elevados. Quando essas características estão associadas com um ambiente de alta temperatura ocorre o desenvolvimento de microrganismos decompositores, demonstrando o alto grau de biodegradabilidade deste tipo de resíduo. Na UEPG são compostos principalmente por restos de alimentos, cascas de frutas, papéis engordurados e borra de café.

A cidade de Ponta Grossa tem como meta implantar a coleta seletiva de resíduos orgânicos, de modo a aproveitar o potencial desse tipo de resíduo para compostagem, vermicompostagem e biodigestão, e reduzir a parcela enviada ao aterro sanitário Botuquara, visto que esse tipo de resíduo produz chorume, mal cheiro e gases que poluem a atmosfera como CH4 e CO2.

Têm origem majoritariamente nas lanchonetes (uma no campus Central e duas no campus Uvaranas), na cantina do Centro de Atenção Integral a Criança e nos restaurantes universitários (um no campus Central e um no campus Uvaranas) e no Hospital Universitário, porém está presente mesmo em menores quantidades em toda a universidade, pode ser observado principalmente na forma de restos de comida, cascas de frutas, borra de café e papel guardanapo usado. Representa 56,33 % do total de resíduos domiciliares da UEPG.

Das quase 2,5 tonelas geradas semanalmente apenas cerca de 30% é segregado, ocorre apenas nos restaurantes universitários, os restos das refeições são depositados em sacos pretos dentro de bombonas pelos próprios usuários do restaurante. Nos outros locais o resíduo orgânico é misturado com parte dos recicláveis e com os rejeitos.

Os resíduos orgânicos também são dispostos em sacos pretos Classe I, de 50 e 100 litros com capacidade para 10 e 20 kg respectivamente, de acordo com a NBR 9191/2008, como são resíduos de peso específico mais elevado os sacos são cheios até um terço do volume apenas.

Nos restaurantes universitários os resíduos orgânicos são armazenados em baldes e bombonas sem sinalização de orgânicos, nos demais locais em lixeiras comuns e com sinalização de recicláveis presentes nos corredores da universidade.

Os resíduos orgânicos não possuem armazenamento externo próprio, a parcela segregada é disposta a ceu aberto dentro dos sacos, bombonas e baldes até o momento da coleta, a parcela misturada por sua vez é armazenada em caçambas metálicas sem tampa com rodas e rodízios, em lixeiras de grade fixas ou em locais específicos para esse fim.

Os resíduos orgânicos gerados nos restaurantes universitários são utilizados para alimentação de animais por agentes externos informais não cadastrados que se dispõe a retirar gratuitamente os resíduos, quanto a parcela misturada é destinada ao aterro sanitário Botuquara de Ponta Grossa pela equipe da prefeitura da cidade. 

 Rejeitos 

Material não passível de reutilização, reciclagem, compostagem ou reaproveitamento energético, através de processos disponíveis e economicamente viáveis, dessa forma as alternativas aplicáveis são a disposição final ambientalmente segura em aterro sanitário ou a incineração.

Representando 16,76% do total, esse resíduo tem origem majoritariamente nos sanitários de toda a universidade na forma de papel higiênico usado, bem como em todos os pontos comuns na forma de materiais como plásticos metalizados, papéis adesivos, objetos cerâmicos, etc.

Geração Semanal

Geração percapita (g/hab.dia)

Recicláveis (g)

Orgânicos (g)

Rejeitos (g)

Total (g)

Centro de Atenção Integral a Criança

48.750

285.650

16.750

351.150

64

Colégio Agrícola Augusto Ribas

347.000

122.000

326.000

795.000

296

Restaurante Universitário

24.640

426.275

0

450.915

46

Hospital Universitário

42.000

960.260

0

1.002.260

257

Blocos Administrativos

68.251

49.201

27.793

145.245

62

Bloco E

19.488

24.879

12.739

57.105

25

Bloco F

7.186

29.170

6.129

42.485

15

Blocos G e N

5.155

5.300

7.795

18.250

9

Bloco M

150.582

54.507

84.696

289.785

31

Farmácia e Laboratório Escola

10.440

2.980

19.780

33.200

9

Central de Salas de Aula

52.637

21.797

40.206

114.640

9

Bloco L

28.355

51.467

23.358

103.180

20

CIPP

26.351

64.349

20.190

110.890

56

Bloco de Zootecnia

6.739

8.965

6.386

22.090

21

Blocos de Apoio

141.889

39.353

40.538

221.780

não aplicável

Campus Central

202.591

327.385

103.467

633.443

27

Imóveis Isolados

não diagnosticado

Fazenda Escola

não diagnosticado

Total

1.182.053

2.473.539

735.826

4.391.418

     51

Total relativo (%)

26,92%

56,33%

16,76%

100,00%

A RDC ANVISA no 222/18 e a Resolução CONAMA no 358/05 versam sobre o
gerenciamento dos resíduos biológicos, chamados tecnicamente de RSS (Resíduos de Serviços de Saúde), em todas as suas etapas. Refletem um
processo de mudança de paradigma no trato dos RSS, fundamentada na análise
dos riscos envolvidos, em que a prevenção passa a ser eixo principal e o tratamento é visto como uma alternativa para dar destinação adequada aos
resíduos com potencial de contaminação. Com isso, exigem que os resíduos
recebam manejo específico, desde a sua geração até a disposição final, definindo
competências e responsabilidades para tal.

Na UEPG são gerados em maiores quantidades no Hospital Universitário, que possui plano de gerênciamento próprio PGRSS – HU – 2018.

Outras fontes desse tipo de resíduo são as clínicas e laboratórios do bloco M onde estão implantados os cursos da área da saúde: Medicina, Odontologia, Enfermagem, Farmácia e Ciências Biológicas. Tais resíduos são acondicionados em sacos brancos identificados ou caixas descarplex para perfurocortantes e encaminhados aos abrigos externos de resíduos biológicos, onde são coletados duas vezes por semana pelo veículo da empresa Zero Resíduos, que destina adequadamente por meio de incineração ou autoclavagem.

A CRRQ é o órgão da UEPG responsável por todas as etapas relacionadas aos produtos químicos utilizados na instituição, desde a sua compra até a sua destinação final. Atualmente a CRRQ é constituída pelo ALMOXARIFADO DE PRODUTOS QUÍMICOS (APQ), pelo BANCO DE INSUMOS QUÍMICOS (BIQ), pelo DEPÓSITO DE RESÍDUOS QUÍMICOS (DRQ) e pelo LABORATÓRIO DE RESÍDUOS QUÍMICOS (LRQ).

Central de Reagentes e Resíduos Químicos

Para solicitar a retirada dos resíduos é necessário preencher a Ficha Retirada de Resíduos, descrevendo de que tipo de resíduo se trata com a quantidade de frascos e a capacidade de cada frasco. Cada frasco deve ter uma etiqueta de identificação igual ou semelhante a do  Modelo de Etiqueta para Frasco de Resíduo.

Para a coleta e destinação adequada dos pneus utilizados na UEPG a instituição solicita atendimento da Reciclanip, que é a entidade gestora do sistema de Logística Reversa de pneus inservíveis no Brasil. Reciclanip é um projeto teve início em 1999, com o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis implantado pela Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), entidade que representa os fabricantes de pneus novos no Brasil. Ao longo dos anos, o Programa foi sendo ampliado para todas as regiões do País e os fabricantes decidiram criar uma entidade voltada exclusivamente para esse fim.

As atividades atendem a resolução 416/09 do Conama, que regulamenta a coleta e destinação dos pneus inservíveis.

No site da Reciclanip você pode encontrar os pontos de coleta credenciados mais perto de sua casa.

http://www.reciclanip.org.br/

Somando todas as instalações, a UEPG possui 16140 lâmpadas fluorescentes instaladas atualmente, sendo elas de 16, 25, 32 e 110 w. Quando queimadas são acondicionadas nas próprias embalagens e armazenadas em local adequado para serem posteriormente encaminhadas ao processo de Logística Reversa.

Esse tipo de resíduos é gerado em diversos laboratórios, em atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Trata-se de um resíduo contemplado na Lei da Logística Reversa que é um instrumento para aplicação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, definida pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos como um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.”

Na UEPG existe um ponto de coleta, disponível inclusive para a comunidade externa, está localizado no Bloco L e é disponibilizado e recolhido periodicamente pelo projeto “Papa Pilhas.”

Radiações Ionizantes

Existem processos de interação de partículas ou ondas eletromagnéticas que resultam na ejeção de elétrons do meio em que incidem. Quando o meio, no qual as radiações incidem, é uma célula, um tecido ou órgão, os efeitos das radiações ionizantes podem ser prejudiciais.

Fontes de Radiações Ionizantes:

  1. Materiais radioativos: São materiais que naturalmente emitem radiação, como 137Cs, 90Sr, 14C, etc.

  2. Fontes de radiação: São aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas na faixa dos raios – X, utilizados em radiodiagnósticos, radioterapia e em equipamentos de pesquisa.

Proteção Radiológica:

A filosofia da radioproteção se baseia no “tão baixo quanto razoavelmente alcançável”, ALARA (as low as reasonably achievable), ou seja, minimizar dentro do possível a exposição a fontes de radiação. Isto pode ser atingido através dos seguintes procedimentos:

  1. Ficar afastado o máximo possível de fontes de radiação.

  2. Ficar o menor tempo possível exposto à radiação.

  3. Utilizar sistemas de blindagens.

Os órgãos responsáveis pela legislação e fiscalização envolvendo fontes de radiação são:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). portal.anvisa.gov.br. Portaria – PRT Nº 453 de 01/06/1998.

Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). www.cnen.gov.br. NN. 3.01.

Na UEPG, a proteção radiológica está subordinada a Seção de Engenharia, Segurança e Medicina do Trabalho (tel. 3220 – 3215) através da Comissão de Proteção Radiológica (tel. 3220 – 3044). Presidente da Comissão Professor Doutor Luiz Americo Alves Pereira e -mail: laapereira@uepg.br

 

Resíduos oriundos de atividades de construção, demolição ou reformas tem diretrizes, critérios, classificação e procedimentos para a gestão estabelecidos pelas Resoluções Nº 307/2002, 348/2004, 431/2011 e 448/2012 do CONAMA , e também pela NBR 15113:2004. Seu gerênciamento é de responsabilidade da empresa que executa cada obra, e é contemplado em planos específicos para cada obra. São subdivididos em quatro classes:

  • Classe A

São resíduos inertes, reutilizáveis ou recicláveis como agregados, como os solos provenientes de terraplanagem, os componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), a argamassa, o concreto, tubos, meios-fios, etc.

  • Classe B

São resíduos recicláveis, já incluídos na categoria de Resíduos Domésticos como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros e madeiras, diferindo apenas na origem que nesse caso é a construção civil.

  • Classe C

São os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação sendo semelhantes à categoria Rejeitos, porém estes com origem na construção civil.

  • Classe D

São os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.